domingo, 20 de setembro de 2015

CRIANÇA CURIOSA


 Nós que somos adultos sabemos muito bem que criança em fase de crescimento é fogo! Temos que nos prepararmos para responder as perguntas que elas fazem, são muito curiosas, querem saber de tudo, não sei de onde vem tanta curiosidade! Quem é pai ou mãe sabe bem do que estou falando, as perguntas são feitas com tanta frequência que não nos deixa respirar. Perguntas do tipo: “Mãe o que é isso? Mãe por que está fazendo isso? Por que acontece isso? ” São apenas as mais comuns, sem falar naquelas constrangedoras. As crianças de hoje estão tão evoluídas que já nem fazem mais aquela pergunta antiga que toda criança fazia: “Mãe como eu nasci? ” É inacreditável, mas parece que elas já sabem como todo o processo ocorre, desde o ato gerador de bebê passando pela fecundação até o nascimento!

E o mais engraçado é que quando elas fazem uma pergunta, por incrível que pareça elas já têm uma boa resposta em mente, diferente de antigamente quando a gente respondia uma pergunta, qualquer resposta elas acatavam sem dificuldade. Essa pergunta mesmo, “como eu nasci? ” A gente simplesmente dizia: A cegonha trouxe você para a mamãe ou para o papai filho ou filha e o assunto morria aí mesmo, elas ficavam contentes em saber. Suspeito que se uma criança te perguntar isso hoje, coisa difícil de acontecer, mas se por ventura vier acontecer e você disser que foi a cegonha que a trouxe, ela vai dizer: “Sei me engana que eu gosto, vai dizer que você acredita em Papai Noel? ”.

Estou dizendo isto porque certo dia estava na casa de um amigo e notei que o filho dele estava observando a mãe lavar louça na pia, e logo em seguida veio a pergunta: 
- Mãe de onde vem essa água que está saindo aí da “tonela? A mãe olhou para a criança e tentou explicar: 
- Ah filho, vem de muito longe, passa por um longo processo até chegar aqui na nossa casa, você ainda é muito pequeno para entender, quando você ficar maior vai saber. Limitou-se apenas em dizer isto. A criança querendo demostrar seus dotes de sábio falou: 
 - Pensei que vinha pelo cano! 

Um dia Telminho acordou pela manhã e depois daquela briga para escovar os dentes e tomar café que todo menino apronta, disse para o pai: 
- Pai me deixa ir à casa do Fefê?. Fefê é o coleguinha dele de mesma idade. 
- Mas filho, o Fefê nem acordou ainda e o sol nem saiu, quando o sol sair você vai, tá? 
- Então já posso ir né papai? 
- Você não ouviu o que falei, só vai quando o sol sair, tá bom?  O garoto então o puxou  pelo braço e o levou para fora de casa e olhando para o céu disse:
 - Pai, me diz cadê o sol então, eu não tô vendo ele, você tá? 
- Não filho, mas daqui a pouco ele sai e aí a gente vai poder vê-lo, ok? Telminho ria olhando para o pai que não sabia o porquê do  seu riso e disse: 
- Pai se o sol não está no céu agora, ele já saiu só falta chegar!. Outro dia meu amigo me disse que a mãe estava dando banho no Telminho, ele ao ver o seu Piu-Piu durinho perguntou para a mãe: 
- Mãe por que fico com meu Piu-Piu ‘dulo’?  Olha a pergunta que a mãe teve que responder para uma criança! 

A mãe gaguejou e sem ter muito que falar pensou um pouco e respondeu: 
- É porque meu bebê está com vontade de fazer xixi, por isso que ele fica assim. Ela se surpreendeu por encontrar uma resposta tão rápida e lógica para falar para o filho que acatou numa boa e ficou quieto. Ela então se sentiu aliviada ao vê que ele não fez mais perguntas, sem pensar no erro que havia cometido ao omitir a verdadeira resposta, nem imaginou que aquilo lhe traria consequências futuras. Foi na festa de aniversário do garoto que o pior aconteceu. Depois de ouvir tanta música infantil, o pai resolveu pôr uma música mais romântica para dançar bem agarradinho com a esposa e curtir o momento, afinal, era aniversário de seis anos do seu primeiro filho. Mais aí vocês sabem né, aquela música romântica dançando agarradinho faz despertar o desejo que um parceiro tem pelo outro. 

A música terminou e o menino veio correndo para o colo do pai, mas criança é muito inquieta e não demorou muito estava pedindo para ser colocado no chão novamente, foi nesse momento que o filho sem querer tocou com o braço na braguilha do pai e sentiu algo duro! Telminho logo se lembrou da resposta que a mãe lhe dera um tempo atrás e foi correndo contar para sua mãe que estava entre amigos e convidados da festinha: 
- Mamãe, mamãe!  
- O que foi filho?  Perguntou ela sem imaginar o que estava por vir. 
- O papai tá com vontade de fazer xixi, o Piu-Piu dele tá muito 'dulo'. Falou o menino sorrindo com aquela inocência peculiar estampada no rostinho de uma criança.          
  Autor:Jostly

domingo, 26 de julho de 2015

FESTA À FANTASIA


Noite de baile
Festa à fantasia
O mesmo carro trazia:
Feios diabos,
Belas anjinhas.

E eu? Que nem fantasia tinha?
Cheguei só com a cara pra mostrar
E fiquei lá no canto
Para ninguém notar.

Vi a morte
Vi um gato
Vi o capitão do mar

...Quando ia para casa
O mundo inteiro girava
E me esqueci de observar...

O celular tocou...
À minha frente,
Dentro do carro
A morte acelerou

E ao meu lado
Outra morte
Fantasiou-me de anjo
E me levou

Novamente
O celular tocou...
Não atendi.

Autora: Renata Lannes

terça-feira, 19 de maio de 2015

O MENINO DO TREM


Pegar metrô na capital paulistana é uma loucura, é um corre-corre para lá e para cá, filas enormes para passar as catracas, aliás, quem dera se as filas fossem apenas para passar as ditas roletas, aqui se pega filas para fazer tudo que se possa imaginar, a gente tem até aquela sensação de estar pegando fila para pegar fila! É um pisando no pé do outro, empurra-empurra para todo lado, eu mesmo sofro muito com isso, não que eu seja muito pequeno, se bem que não sou lá essas coisas no quesito altura, mas isso não vem ao caso. Acho que é devido meu gosto pelo calçado, prefiro usar sapatênis para obter os benefícios da ventilação e a praticidade em calçá-lo. Passo as catracas e meu dilema começa entre aquela calorosa multidão. 


É tanta gente que não se consegue andar com os passos normais, tem que reduzir o tamanho das passadas e andar feito presidiário acorrentado para não fugir da prisão. E assim lá vou eu no meio das inúmeras pessoas em pleno horário de pico da capital paulista, bem no coração de São Paulo. As pessoas ficam tão aglomeradas que mal conseguem andar. Imagine uma procissão de pinguins na Antártida, conseguiu visualizar? É exatamente esse o cenário, só que os pinguins não usam sapatos, sorte deles, azar para nós que temos que usá-los, só sei que é um pisando no calcanhar do outro tirando sapatos e falando blasfêmias que não acaba mais. Diante disso, me concentro e sigo firme como uma rocha pensando positivo: "Hoje não vão pisar no meu calcanhar, não vão tirar meu sapato". 


E olhando para o chão para não pisar no pé de quem está à minha frente, para não ser massacrado por palavrões. Foi-se um minuto, três, cinco e por incrível que pareça ainda ninguém pisou. Penso: ‘Não acredito que hoje vai passar em branco! ’. Passaram-se cinco minutos, estou quase chegando à estação de transferência para a linha amarela do metrô e ainda ninguém tirou o meu sapatênis! ‘Falo comigo mesmo: ‘Hoje estou com sorte!’ Porque a probabilidade de você sair ileso de um “bando de pinguins humanos” se me permitem o termo é a mesma de ganhar na mega-sena!

Todavia, para a minha surpresa, alguém vindo do sentido contrário ao fluxo, esbarra justamente na pessoa que está a minha frente, parando abruptamente, fazendo com que quem está vindo atrás de mim pisar no meu calcanhar e bingo! Tira meu calçado. Olho para trás verde de raiva quase me transformando no Hulk. Ouço um: Desculpe! Digo para mim mesmo: “Tudo bem fazer o quê? Já estou acostumado mesmo, vai ver tem a ‘pata’ muito grande e não tem o controle da própria”. 

Já com os ânimos mais calmos, faço a segunda transferência, agora é um trem transbordando pessoas, com muita dificuldade consegui entrar nele. Perto de mim, está uma senhora baixinha rechonchuda com um moleque mirrado, suspeitei que fosse seu filho porque ela tentava protegê-lo da ‘cavalaria’ indomável, aparentava ter seus seis anos. O trem começa a andar e percebo que o menino está incomodado com alguma coisa, porque fica olhando para todos os lados e sem entender nada no meio de toda aquela gente que não lhe dava espaço nem para ver a janela do trem, fica meio inquieto, a mãe ao perceber fala num tom um tanto enérgico:


- Fica quieto menino, senão você vai cair!  O trem estava tão lotado que disse para mim mesmo rindo baixo: - Cair para onde, ela esqueceu de que aqui a lei da gravidade não existe! A criança olhou para sua mãe com uma vontade tão grande de satisfazer a sua curiosidade que não se conteve em perguntar: - Mãe, a gente tá indo pra lá ou pra cá? Falou apontando para as duas direções. Não me contive e ri olhando para a miniatura humana e disse apontando para o sentido correto: - A gente está indo para lá! Ele não disse mais nada, percebi que ficou satisfeito em saber.

Passado algum tempo, o trem chegou numa estação onde muitas pessoas desembarcaram ficando mais aliviado.  Ele agora já conseguia até ver o que tinha lá fora pela janela do trem. Foi aí que veio minha crise de risos, de repente um toque eletrônico ecoou quebrando o silêncio para anunciar mensagens rotineiras da companhia ferroviária e aquela voz sexy feminina disse: “Senhores usuários, evitem acidentes, não sentem no piso do trem”. Como se os acidentes acontecessem simplesmente pelo fato de se sentar no piso do trem! Ouviu aquela mensagem atento e acho que ficou se perguntado:

- Por que acontece acidente se sentar no piso do trem? Contudo, achou melhor permanecer com a dúvida já que ainda há pouco já havia feito uma pergunta, ficou com vergonha! Não demorou muito e as pessoas olharam na mesma direção através do vidro para uma avenida paralela à linha ferroviária e uma delas comentou: “Nossa senhora, que horrível! Gente do céu que horror! ” Um acidente entre um motoqueiro e um carro de passeio tinha acabado de acontecer, entretanto, não foi tão desesperador como a moça que estava perto de mim havia dito, tinha sangue sim no chão, porém, a vítima estava consciente. Provavelmente era uma dessas moças hematofóbicas que exageram na dose, pensei comigo.  

O garotinho assustado coitado, acompanhava tudo, já que a cena prendeu à atenção da sua mãe que nem sequer lembrou-se de impedir que o filho olhasse. Passou-se a cena, ouvia-se apenas comentários dos peritos amadores. Qual não foi minha surpresa, o vi meio incrédulo se virar e perguntar para sua mãe com aquela inocência peculiar de toda criança de sua idade: - Mãe, por que aconteceu aquele acidente? Sua mãe respondeu-lhe: - Não sei meu filho, vai ver foram esses motoqueiros apressados, mal-educados no trânsito querendo chegar mais rápido que todo mundo! Via-se nitidamente que ele ainda estava inconformado.Falou novamente: - Mas, mãe a voz não falou que acidente só acontece se sentar no piso do trem, não vi ninguém sentado e aconteceu, por quê? Não me contive e acho que todos que ouviram também não, eu ri até a barriga doer, até hoje quando me lembro disto ainda rio.
Autor: Jostly


sábado, 2 de maio de 2015

ANJO

"Quando vires um anjo com apenas uma asa, lembre-se, esse 
anjo sou eu, e você minha asa faltante."
 Autor: jostly

domingo, 26 de abril de 2015

ISMÁLIA


Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...

Autor: Alphonsus de Guimaraes

domingo, 12 de abril de 2015

A FLOR



Eu vi 
uma flor, 
uma flor no relento,
solitária no meio do nada,
 acalentada pelo silvo do vento.
Perguntei para ela: 
-Por que choras bela flor?
Ela respondeu-me em pranto:
- O lugar aonde eu moro, 
nunca foi o que eu sempre quis,
não pertenço a este mundo 
tampouco a este jardim.
O jardim que eu pertenço, 
nunca pertenceu a mim
O amor que eu amei, 
nunca amou-me.
Solidão sem
fim.
Autor: Jostly

quinta-feira, 12 de março de 2015

A POESIA

"Escrever poesia é lapidar sentimento em palavras  num papel chamado sensibilidade  incapaz de destingir"
Autor: Jostly

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

SAUDADE


Saudade como sentimento
Que nasce da vontade, 
De algo que foi bom ...

De pessoas que foram,
E de quem sempre será..
Da magia, de histórias, de algo, sei lá...

Se pode conter? Quando?Onde?
A dor que se esconde ao lado do amor ...
Confusa saudade faz-nos tristes por algo bom; 
E a vontade, amiúde de correr ao seu som ...

O som que se funde no lagar d’alma 
A dor que derrete. O amor que afaga;

Óh saudade, constante és em nós
 Pelas sendas onde passas 
Causas devaneios amargos e fechados nós

Aonde está? 
Venha para que a arranquemos,
 Morra à vontade,
Apresente a mim as causas da saudade.

Autora: Samara P. Silva

sábado, 14 de fevereiro de 2015

LOVE NATHALIA



Toda vez que olho para ti
Aumenta mais o meu desejo
O que faço sem teus beijos?
Sem eles o que será de mim?

A cada dia fico mais ansioso
Preciso dos teus carinhos!
Lá vem a noite, fico temeroso
De novo ela e outra vez sozinho.

No meu peito a solidão martela
Meus lábios tremem de desejo
Morrerei se não provar teu beijo
Não viverei mais sem ela.

Ah! Se assim como brotam
As flores na primavera
Florescesse por mim
No coração o amor dela.

Mas, sou apenas sonhador.
Apenas cobiças ineptas
Nutridas pela esperança
Ilusões persistentes no cérebro
Como devaneio de criança.

Cobiço você, sonho viver ao teu lado
Amor verdadeiro de pura felicidade
Seremos eternos felizes namorados
Se meu sonho se tornar realidade.

Assim, seria o homem mais feliz do mundo
Se de você eu tivesse,  
Teu amor, teu beijo, teu calor
Teu corpo, teu sorriso, teus olhos.

Autor: jostly

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

FRUTOS


"Os frutos que colhemos são da árvore que plantamos"
Autor: Jostly

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