segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

PALAVRAS AO VENTO



Não marca hora nem momento
pode ser de dia ou à noite
Palavras soltas ao vento
dói como golpes de açoite.

Não se sente os pés no chão
nem queremos acreditar
o amor de imensa ingratidão
copiosamente faz chorar.

Aquilo que machuca não se esquece
fica tatuado n'alma pra sempre
nenhum vislumbre de alívio, os olhos sentem
Quando um amor se vai, ele permanece.

Nos falta voz, o fôlego enfraquece
quando palavras soltas ao vento,
De lágrimas, os olhos escurecem
surpresa ingrata, um baque violento.

As palavras se calam, o sorriso entristece
o coração ora forte bate, ora bate lento
As lágrimas que caem, a boca umedece
quando são ditas palavras soltas ao vento.
Autor: Jostly

domingo, 15 de dezembro de 2013

O QUE SERÁ...?


Que coisa é essa que sinto
Pulsando em meu peito?
O que é isso que me espanca
Por dentro assim desse jeito?

Deixa-me inseguro e silencioso
O que será? Saudade? Eu não sei
Que queima por dentro, esfola meu peito
O que deve ser, amor?  Talvez.

Deixa-me perplexo, me faz viajar
Causa-me distração, me faz arrepiar
Desejo esmagador, ardente e impetuoso
De vê-la, torna-me frágil e temeroso.

Vontade incontida e desesperadora
Que alucina, fico ansioso por beijá-la
Coisa medonha e avassaladora
É essa coisa demente de amar.

Irrita-me e ao mesmo tempo me acalma
Que causa insônia aflige e entedia
Faz rir e ao mesmo tempo chorar
Que cala e faz gritar, perturba a alma.

Sufoca o coração de tanta aflição
Deixa-me incompleto e desassossegado
Se não a tenho fico entristecido
Se a tenho, sinto-me felicitado.

O que será que me destrói interiormente?
Se for saudade, acabará brevemente
Ao vê-la de lábios sorridentes
Se for amor, permanecerá eternamente.

Isso que me flagela, faz desejá-la
Congela minha alma, faz suspirar
Quero abraçá-la, quero amá-la!
Enlouquece, excita e entristece.

O que me deixa enfraquecido, o que será?
Se for saudade, morrerei aos poucos
Se for amor, morrerei por dentro
Se você não regressar.

O que será que causa-me tudo isso?
Se for saudade, de tanta alegria
Meu coração transbordará
Se for amor, de tão feliz minha alma sorrirá
Quando você chegar.
Autor: jostly

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

MOMENTOS



A vida é feita de momentos tristes e felizes; os felizes para esquecermos os tristes e os tristes para lembrarmos os felizes”
Autor: jostly

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

ORGULHO NEFASTO

Aonde quer chegar com esse orgulho imundo
Humano de mente mórbida e doentia?
Por que persiste com esta rebeldia?
Pare com esse comportamento nauseabundo.

O que teus olhos hoje veem amanhã não mais verão
O fausto que tens hoje, amanhã não mais terá.
A boca asquerosa que diz asneiras, amanhã se calará.
Goze dos teus ouvidos hoje, amanhã não mais ouvirão.

A fortuna que tens hoje, amanhã outrem se apossará.
Para dividi-la entre teus parentes, inimizade imperará.
Porque em teu sublime ataúde, jamais conseguirá levar.
O corpo que vestes hoje, amanhã em pó se desintegrará.

Abra teu olho humano desumano
Ajude teu próximo que por ajuda clama
Suavize o sofrimento duma alma
Que a tua livrar-se-á das garras do demônio.
 Autor: Jostly

domingo, 1 de dezembro de 2013

MOTORISTA DE TRANSPORTE PÚBLICO



 Mais um dia começa em São Paulo, sair cedo de casa para ir trabalhar não é tarefa fácil porque só de imaginar o que nos aguarda no caminho é desanimador, é tão ruim deixar a nossa aconchegante caminha quente! Ô coisa boa é estar debaixo do cobertor quentinho sem ter que se preocupar com nada, falando assim dá até sono, não é mesmo? Que maravilha! Bora acordar para a vida rapaz, está pensando o quê? Tem que ir trabalhar! Desculpe ter te assustado. Eu dizia, a começar pelo mau tempo, trânsito já faz parte desse cardápio tão indigesto. É certeza que vamos ter dor de barriga com ele. 

Até aí digamos está regular. Péssimo mesmo é quando se associa tudo de uma só vez, como se os deuses estivessem irados conosco, querendo que a gente pague os nossos pecados em um só dia, aí é de lascar com a vida do pobre infeliz. Sabe aquele dia que você já sai sob um dilúvio, chega ao ponto de ônibus e o maldito demora uma eternidade para passar e quando vem está tão abarrotado que você não consegue entrar, tem que esperar o próximo e quando consegue pegar, além de ir em pé, você mal consegue se segurar, passa horas na mesma posição incômoda devido ao trânsito que não flui e fica tudo parado! Aí já viu né? Começa a doer seus braços, seus pés você já nem sentem mais. Que situação! Fala a verdade.

 Bom, se você pensou que passar por isso tudo é algo tão terrível que chega a ser o limite do estresse para um ser humano, pensou errado meu amigo, pior que isso é só vida de motorista de transporte público, ô injustiça que fazem com os coitados, além de estar passando pelos mesmos problemas que a gente, ainda ouvem cada desaforo! Eles só têm uma pequena diferença em comparação com o nosso padecer, a gente sofre em pé enquanto que eles sofrem sentados. Em meio aquele povo todo que ele carrega, tem sempre alguém descontente com a língua afiadíssima para criticar o modo de trabalhar do condutor de "sardinhas enlatadas". 

O perfil na maioria das vezes é sempre o mesmo, uma senhora rabugenta e que já entrou na menopausa e que já não desfruta mais dos prazeres da carne para aliviar o mau humor. Se o motorista quer adiantar a viagem quando é possível porque raramente o trânsito o deixa fazer, ouve-se ao fundo aquela voz enfurecida reclamar: 
- Motorista seu filho de uma égua, tu não tá levando sua mãe aqui dentro não viu, aquela vadia. Ele aguenta firme e finge que não escutou. Logo à frente, uma curva mais acentuada, ele reduz a velocidade e tenta ser o mais suave possível. Ouvi novamente uma voz feminina lá do fundo do ônibus dizer: 
- Ô seu corno, tu não tá levando boi aqui não, viu!. O motorista respira fundo, conta até dez e continua calado, porém, já com o sangue subindo-lhe a cabeça.
 Pensa consigo mesmo: “Vou reduzir, se essa filha da puta me xingar de novo, dizendo que estou muito lento, Ah! aí ela vai ver só o que eu vou fazer”

Como ele havia pensado assim o fez. De 50 km por hora diminui pra 30 km. Foi indo e ninguém mais falava nada, problema resolvido e ponto final, pensou ele até meio aliviado das ofensas digeridas com dificuldade. Os semáforos sempre fechavam e o impedia de seguir viagem, tinha que parar aqui e ali, o tempo parecia passar depressa demais e a viagem acaba ficando um pouco demorada devido as constantes pausas. Ainda estava com aquela fala zumbindo nos seus ouvidos bem lá no tímpano, reconheceria aquela maldita voz facilmente caso a ouvisse de novo. Eis que, não demorou muito, ele começou a ouvir murmúrios.

 Foi aumentando e um grito masculino ecoou: 
- Anda motorista, pé de chumbo! ”. Agora o som parecia vim do meio do ônibus e os comentários ofensivos não cessavam, até parece que um motiva o outro a dizer tais blasfêmias. Outro grito ecoou: “Bora lerdo, anda moleza! ” E aquilo ia enchendo-lhe de tal maneira, que já estava suando frio de tanta raiva e começando a pensar em desgraça, falava para si mesmo: “vou bater essa porra no poste e matar todo mundo! ”. E nada parecia irritá-lo tanto do que os risos extravagantes das pessoas. Pensou um pouco e conclui: “não vou fazer isso, porque tenho minha filha pra criar”.

Logo o pensamento ruim afugentou-se dele, assim que o cérebro refletiu a imagem de sua filha. Ufa! Ainda bem que isso só ficou no pensamento, que susto! Quando já estava certo de virar-se e devolver os xingos que havia recebido, porque já estava aponto de explodir, ouviu aquela voz fina de mulher que para ele era inconfundível dizer mais uma vez: 
- Anda sua tartaruga paralítica! . Foi a gota d’água, não se conteve de tanta fúria, puxou o freio de mão, abriu a porta e antes de sair do veículo esbravejou em alto e bom tom: 
- Chega! Pra mim já deu seus desgraçados, agora vão a pé e tomara que todos vocês percam o emprego! Vocês não me mandaram andar, vou andar tchau, fui!”. Falou e desceu bravo virado no jiraia, só voltou para pegar o ônibus quando estava vazio. Ruim com ele pior sem ele!
 Autor: Jostly

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