domingo, 6 de outubro de 2013

ACIDENTALMENTE CEGO


Sou cego de cegueira incurável
Não nasci cego, mas, cego hei de morrer!
Com minhas visões imaginárias
Nesse escuro mundo de escuridão implacável.

Esses meus olhos, hoje inválidos
Já viram coisas de encantadora beleza
Maravilhosas de esplêndida alteza
Hoje só vivem lôbregos e lacrimejados.

Se pudesse escolher entre cego e surdo
Surdo, mil vezes preferia ser,
A ser cego, tudo ouço e nada vejo
Desse fascinante colorido mundo.

Nas profundas trevas tenebrosas
Pergunto-me ouvindo vários arpejos
Para quê olhos, se eles não enxergam
A formosura das cores cautelosas?

Do rio, incolores águas eu vi correrem
Rumo sua infinita e salgada moradia
Coloridas aves que catam em harmonia
Ocultaram-se na escuridão miserável.

Os astros no céu, eu ficava a contemplar
Como eram virtuosos e reluzentes!
Brilhavam numa cor d'ouro fascinante
As estrelas, a lua e a luz solar.

Tudo que dantes vi, era belo e meigo
Os coloridos jardins de flores calmas
E as delicadas faces das belas damas
Vieram a desaparecer, num triste mundo negro.

Ah! Como eu queria rever
A luz do dia, a beleza natural
Os astros no espaço sideral resplender
O sol se pôr, nascer.
Autor: Jostly

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