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sábado, 2 de fevereiro de 2019

O BOLO DE NATAL

                                                 
 
           Época de Natal,  com certeza é o período em que as pessoas estão mais receptivas à comilança, com a desculpa do espírito de Natal, dobram os joelhos diante dos banquetes apetitosos não para rezar, e sim para cometer o pecado mais temido de quem possui a barriga saliente, isso mesmo meus caros, estou falando da gula. Já dizia Santo Agostinho: "Vós me ensinastes a ingerir os alimentos como se tratasse de remédios" Santa Catarina certa vez também disse: "O estômago cheio prejudica a mente". Mas quem foi que disse que nesta época as pessoas dão ouvidos! Simplesmente ignoram, ou melhor elas dão ouvidos aquela famosa canção da cantora Luka, não me lembro bem, mas é mais ou menos assim : Tô nem aí, tô nem aí... pode falar que eu não ouvir. Se para quem tem comida em abundância já é difícil conter o primeiro pecado capital, imagine para quem vive em  escassez contínua!

      Pois bem, foi em um destes dias de pecado capital da gula, que um morador de rua chamado Chiquinho se passou pelo famosíssimo príncipe do Nepal, o Buda! Isso mesmo, ele foi confundido! Vocês devem estar se perguntando: Mas como ele conseguiu esta proeza? A resposta é, simplesmente comendo. Mas não comendo, só comendo, quis dizer comendo muito. Chiquinho estava na calçada e todo mundo que passava se sensibiliza com aquele pobre homem  solitário e faminto sentado ali, gorro na cabeça, camisa rasgada com o peitoral à mostra em posição de meditação.  O espirito do Natal parece amolecer o coração das pessoas, e tome comida para o Chiquinho. Só sei que o Chiquinho ficou tão empapuçado naquele dia, que não conseguiu se levantar, ficou imóvel  por horas a fio mexendo apenas os olhos! Duas quadras abaixo um templo budista acabara de finalizar suas orações, já estava meio escuro e a rua estava com pouca iluminação, e o Chiquinho continuava ali, sentado, imóvel feito estátua de Buda. Não demorou muito para que os religiosos fizessem uma pequena fila, juntassem as mãos, ajoelhassem um por vez e se curvassem em gesto de reverência a Chiquinho que para eles era imagem sagrada de Buda.

      E não acaba por aqui não meus amigos. Segundo a minha teoria fajuta, mas que merece respeito por parte deste que vos fala. Há uma coisa que  ninguém, acredito eu, saiba como veio a acontecer, repare que é algo comum, mas  tão comum, que virou até símbolo de Natal. Aposto que você pensou , Ah! Quem não sabe disso, obvio que é o Papai Noel. Errou!  Estou falando do Panetone, todo mundo  come, mas aposto que ninguém sabe a origem do nome. Segundo a minha teoria, surgiu num passado distante, só não sei dizer se foi A.C ou D.C, não sei precisar ao certo, só sei que foi devido a gula também. Mas desta vez foi de uma gula, digamos, mais moderada, então chega de rodeio e vamos aos fatos. 
       O negócio foi o seguinte. Quem batizou o bolo de Natal de Panetone foi uma família tradicional. Uma família simples, composta por quatro membros, pai e mãe e dois filhos, um gordinho chamado Marquinhos, e o esbelto Tony,  não podemos deixar de frisar que um deles era muito guloso e adivinhem só quem era?  Já sei você disse Marquinhos o gordinho. Errou de novo! Só porque é gordinho? Que preconceito é esse rapaz! A mãe saiu para comprar os tais bolos de Natal, quando chegou em casa pôs sobre a mesa, ela comprou um para cada um, sendo o guloso que  Tony era, já foi logo abrindo o seu e comendo tudo. Com vontade de comer mais um, ele já foi avançando sobre o único que estava sobre a mesa que era do seu pai. Ao ver o irmão avançar para apanhar o bolo, Marquinhos interviu e evitou a  injustiça que estava prestes a  acontecer naquele lar em plena noite de Natal. Correu e chegou antes do Tony, mas foi porque estava mais perto da mesa mesmo e gritou: - Não! É do pai, né Tony! E assim o bolo de Natal ficou conhecido como nosso famoso Panetone!

Autor: Jostly

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

O POMBO POSSUÍDO



Estava eu andando tranquilamente na calçada do centro de São Paulo, mais precisamente na Praça da República, indo em direção ao metrô, até então tudo normal. Foi então que algo de estranho, diria até mesmo, espantoso, horripilante me ocorreu. Era por volta das quatorze e quarenta quando virei a esquina da Avenida São João com a rua Dom José de Barros. A rua estava pouco movimentada, talvez devido ao mau tempo que não é nenhuma novidade para uma cidade apelidada de Terra da Garoa, é meus amigos; assim é São Paulo, só quem conhece sabe, a gente sai cedo de casa como se estivesse no Alasca, todo encapuzado, touca na cabeça, luvas nas mãos, botas nos pés e para aquelas pessoas mais elegantes que apreciam a moda Parisiense e Italiana, cabe até um sobretudo e cachecol. Falha gravíssima para quem não resiste a moda do inverno e sucumbe ao charme dela.

Não é querendo esmorecer os amantes da estilosa vestimenta do inverno, mas o fato é que a gente sai de casa sob “um frio de rachar” e volta sob “um calor de fritar ovo no cocuruto” aí coitado de quem usou um vestuário de acordo com a temperatura matinal, a não ser que você tenha um guarda-roupa portátil. Eu tenho uma certa revolta contra esse tempo doido, até acho que o tempo sabendo disso, brinca comigo de propósito e ainda ri descaradamente na minha cara, porque  às vezes suspeito de chuva e pego meu guarda-chuva, entretanto, não cai uma só gota d'água! Se eu deixar de levar ou esquecer, ao chegar em casa estou todo ensopado, como um pombo em dia de chuva.

Bom, já falei demais de moda e frio, não é mesmo? Vamos ao pombo possuído, quase me esqueci dele, por causa desse assunto que “dá pano pra manga” como diria minha tia. Você já deve estar  até meio irritado com essa história doida e deve estar pensando. “Ah! Jesus isso já está dando nos nervos!” Enfim, não é mentira não, e nem estou ficando louco, se eu não tivesse visto com meus próprios olhos que Deus me deu, também não teria acreditado.

Achei estranho aquele pombo esquisito pousar justamente sobre uma pilha de vidros estilhaçados, bicando ferozmente como se estivesse engolindo os fragmentos, e fazia com tal agressividade como se estivesse faminto. Chequei mais de perto com um certo receio e o pombo não esboçou reação, continuou saboreando o vidro. Depois de um tempo, parou com suas bicadas fervorosas me encarou e arrulhou: “Grou, grou! gru, ru, gru ru! ru lu!” como se eu fosse uma ameaça, mas quem se sentiu ameaçado fui eu, ao vê-lo com aqueles olhos arredondados,  vermelhos e intimidadores, lançando aquele olhar de pombo maluco. Eu hein! Me afastei depressa. Me fiz uma pergunta cômica, hilária. Por que um pombo pousou  numa pilha de vidros estilhaçados para comer? Depois de pensar, pensar, rachar a cuca, queimar os neurônios, uma ideia se acendeu como uma lâmpada. Claro! Como eu não pensei nisso antes! Porque o vidro era temperado!

Autor: Jostly

quinta-feira, 5 de abril de 2018

O CAVALEIRO E O TEMPO




No nascer da aurora.
Um amado surgirá das cinzas.
Retornará sua velha face.
Em busca do seu desejo insaciável.
Da conquista do império perdido.

TEMPO
Oh! Cavaleiro que nasceste da cinza
Aonde vai parar com esse amor?
Eu não posso trazer a sua amada
Pois, o seu império não existe mais.
Deixa disto meu senhor!

CAVALEIRO
Não diga isso  senhor do tempo!
Não posso desisti dos meus sonhos
São através deles, que irei realizar o meu maior desejo.
Encontrar a minha amada perdida
E poder sentir o velho prazer de viver uma nova vida,
sem ter que sofrer.

TEMPO
Oh cavaleiro!
Tenho dó de ti
Pois, há décadas  tu vem em busca.
Tu já viveste o passado e futuro
Lutaste-vos muitas batalhas
Sou o tempo  e não me canso. 
Suas lutas pela justiça por amor
Tu não cansaste  de lutar pelo seu ideal?

CAVALEIRO
Não,  senhor do  tempo
Tu sabes que amor nunca acaba.
Eu sou o infinito
Nunca me canso.
Sim, luto! Mas pela minha amada.

TEMPO
Quem sou eu para dizer algo meu senhor.
Eu sou um miserável  tempo,
que traz o futuro.

CAVALEIRO
Oh senhor do  tempo!
Diga-me, até quando eu ficarei na busca da minha amanda?
A donzela que  contém uma beleza insaciável
Que enlouquece os deuses do olímpico.

TEMPO
Oh cavaleiro!
Quem dera eu pudesse ajudá-lo 
Mas não posso, essa é a sua missão.

CAVALEIRO
Oh senhor do tempo!
Não deixaste o meu coração partido
Não fizeste uma coisa dessa comigo
Pois, venho década a traz da minha bela.

TEMPO
Quem não fizeste isso, digo eu
Pois tenho dó de ti
A sua dor é algo muito triste.

CAVALEIRO
Senhor do tempo
Ajudar-me.

TEMPO
Não posso fazer nada
Uma coisa eu posso fazer
Unir o futuro com presente
vos encontrará a  sua bela

CAVALEIRO
Oh senhor do tempo!
Tu és magnífico.

TEMPO
Não diga isso meu senhor!
Sou um pobre tempo
Que traz o futuro
Faço o tempo andar mais rápido ou devagar
Nas auroras do amanhecer.

CAVALEIRO
Tempo!Tempo!Tempo!
Tu és o passado e futuro
Tragará a minha amada
E ressuscitará o  meu eterno amor.

Autora: Luna Dourado

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